No passado dia 17 de Dezembro de 2013, foram publicados três estudos no jornal “Annals of Internal Medicine”, que comprovam que os suplementos vitamínicos:
- · não são benéficos para a saúde;
- · não diminuem os riscos de doença coronária;
- · não melhoram a memória e concentração;
- · não aumentam a esperança média de vida.
No primeiro estudo, os investigadores seguiram 6.000 pessoas com mais de 65 anos divididos em dois grupos: um tomava um comprimido diário de Centrum Silver e outro um comprimido placebo.
Durante 12 anos, os investigadores fizeram uma bateria de testes à memória dos participantes. Depois de 12 anos, não houve diferenças detetadas entre as memórias dos dois grupos.
Porém, a mesma investigação sugere que os multivitamínicos reduzem o risco de cancro e cataratas em 8% e 9% respetivamente, em comparação com o placebo.
No segundo estudo, foram seguidos 1.700 sobreviventes de ataques cardíacos que para além de receberem tratamento médico para o coração tomaram também os multivitamínicos ou os comprimidos placebo. Depois de 55 meses em análise, ambos os grupos foram sujeitos a análises e novos questionários e não houve diferença significativa nos dois no que respeita a doença coronária, episódios de dor ou casos de morte.
No terceiro estudo, que analisou 27 outras investigações sobre vitamínicos e suplementos minerais, abarcando 450.000 pessoas, descobriu-se que não existe evidência científica de que os suplementos ofereçam benefícios no combate à doença coronária. A mesma investigação também não conseguiu provar que os suplementos aumentassem a esperança de vida. No entanto, os cientistas descobriram uma diferença associada ao menor risco de cancro no caso dos doentes que tomaram os multivitamínicos.
Outros estudos que avaliaram o papel dos suplementos vitamínicos e minerais na prevenção primária ou secundária de doenças crônicas têm consistentemente encontrado resultados nulos. A evidência, envolvendo dezenas de milhares de pessoas aleatoriamente em muitos ensaios clínicos, mostra que β-caroteno, vitamina E, e, possivelmente, altas doses de vitamina A aumentam a mortalidade e que outros antioxidantes, ácido fólico e vitaminas do complexo B não têm nenhum benefício claro.
Perante estes resultados, os pesquisadores apelam aos consumidores que deixem de tomar os multivitamínicos caso pretendem combater algum tipo de doença coronária, memória ou tenham simplesmente a esperança de alargar a esperança de vida.
Embora as evidências disponíveis não descartem pequenos benefícios (menor risco de cancro - cerca de 8%) num pequeno grupo da população, acredito que este tipo de suplementação não possui benefícios.
Tirem as vossas conclusões!
“É a saúde que é a verdadeira riqueza e não peças de ouro e prata.” - Mahatma Gandhi