23 julho 2013
19 julho 2013
Menor risco de Alzheimer para quem se reforma mais tarde
Pessoas que se reformam mais tarde podem ter menor risco de desenvolver Alzheimer ou outro tipo de demência, de acordo com o trabalho apresentado, no passado dia 15 de Julho de 2013, na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer em Boston.
Embora não se conheça a causa do Alzheimer e ainda não existam tratamentos eficazes que retardem a sua evolução, o trabalho tende a manter as pessoas fisicamente ativas, socialmente ligadas e com menos problemas mentais.
Foram analisados os 429 mil trabalhadores, a maioria comerciantes ou artesãos (como padeiros e marceneiros), com uma média de idade de 74 anos e com cerca de 12 anos de reforma.
"Para cada ano adicional de trabalho, o risco de contrair demência foi reduzido em 3,2%", disse Carole Dufouil, pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM), do governo francês, instituição responsável pelo estudo.
" Uma pessoa que se aposentou aos 65 anos apresentou um risco 15 % menor de desenvolver doenças neuro-degenerativas em comparação com alguém se reformou aos 60 anos," disse Dufouil.
Heather Snyder, diretor de operações médicas e científicas da Associação de Alzheimer afirmou que "é importante para qualquer pessoa permanecer mental e socialmente ativa, mantendo atividades que lhe sejam agradáveis."
Com a conclusão deste estudo, parece-me que o nosso Governo tem argumentos suficientes para evitar a debandada de funcionários públicos para a reforma, promovendo uma maior qualidade de vida dos mesmos!!!!!!!!!!
“Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer.” - Mahatma Gandhi
17 julho 2013
Estudo controverso sobre ómega 3
No passado dia 10 de Julho de 2013 foi publicado, no Journal of the National Cancer Institute, um estudo com o título “Plasma Phospholipid Fatty Acids and Prostate Cancer Risk in the SELECT Trial.”
Basicamente, este estudo defende que existe um risco aumentado de cancro da próstata para homens com níveis elevados de ómega 3 no sangue.
No entanto, a população que serviu de base para este estudo tinha níveis de 3,62% (grupo de controlo não cancerígeno) e 3,66% (grupo com cancro da próstata) o que se traduz numa ingestão de ómega 3 muito reduzida.
Como exemplo, no Japão, País com grande tradição de consumo de peixe, onde os níveis médios sanguíneos de ómega 3 rondam os 8%, os homens apresentam níveis de mortalidade por cancro da próstata muito reduzidos.
Níveis elevados de ómega 3 têm sido, de uma forma consistente, relacionados com risco diminuído de mortalidade cardiovascular.
“Se não gostas das coisas como estão, muda! Tu não és uma árvore.” - Jim Rohn
10 julho 2013
Exercício Físico contribui para diminuir a fome
Este é o resultado da Tese de Doutoramento de Eduardo Ropelle, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e publicada em 15 de Março de 2010. O resultado desta Tese foi adicionalmente publicado na Revista PLOS Biology.
Além de fomentar a queima de calorias, o exercício físico também contribui para diminuir a sensação de fome em obesos, sendo bons aliados para quem quer perder peso de forma saudável.
Ropelle apurou que os exercícios também fazem com que obesos se sintam saciados com menos comida. Quando existe ingestão excessiva de alimentos, o tecido adiposo liberta duas hormonas - leptina e insulina – que enviam a mensagem ao cérebro para deixar de comer.
Sendo o hipotálamo a zona do sistema nervoso central a controlar a alimentação, numa pessoa saudável, os neurônios do hipotálamo recebem os impulsos nervosos de forma eficaz. No caso de uma pessoa obesa, as células nervosas são menos sensíveis a esse estímulo, não permitindo identificar quando estamos saciados.
A presença de gordura no organismo provoca uma ligeira inflamação dos neurônios, impedindo o reconhecimento dos sinais da leptina e da insulina.
A pesquisa constatou que o exercício físico tem uma ação anti-inflamatória, pois fomenta a produção das proteínas interleucina 6 (IL6) e interleucina 10 (L10) - sem inflamação, os neurônios recebem, de forma apurada, a mensagem da leptina e da insulina.
Esta descoberta representa uma mudança na abordagem que se fazia em relação ao exercício físico. Até hoje, supunha-se que contribuía para a melhoria da composição corporal devido ao aumento do gasto calórico, nunca tendo sido associado ao controlo da ingestão de alimentos.
"Qual é o teu limite? Quais são os obstáculos que se apresentam no teu caminho? És tu que fazes o teu destino, que estipulas os teus limites. Os obstáculos, esses existem, mas nunca são intransponíveis, tudo depende da tua motivação pessoal, do teu optimismo em relação à vida." - Luis Alves
08 julho 2013
70 anos inspiradores!
Betty Lou Sweeney foi, até Abril deste ano, a detentora do recorde do Guiness de abdominais em prancha, depois de uma prestação que durou quase 37 minutos.
É um feito extraordinário, especialmente pela sua idade e estilo de vida que tinha anteriormente. Em 2011, com 71 anos, sobreviveu a uma vida agarrada a 26 tipos de medicamentos diários, uma grave infecção renal, tendo inclusivamente perdido 50 kgs de peso corporal.
Demonstra que se recusou a desistir, retomando o controlo da sua vida. Apercebeu-se que nunca é tarde para mudar de vida.
O vídeo abaixo retrata a sua história e o seu percurso para bater o recorde que manteve desde Setembro 2011 até Abril 2013 (abdominais em prancha).
“A nossa maior vitória não é nunca perder, mas sim levantar-nos cada vez que caímos.” - Ralph Waldo Emerson